Traficantes e quadrilhas colocaram 182 juízes brasileiros como seus alvos. A maioria dos ameaçados trabalha em São Paulo, Mato Grosso ou Pará, embora duas gaúchas estejam na lista e andem com seguranças.
Em Porto Alegre, a juíza Elaine Canto da Fonseca recebeu um recado: deveria soltar presos que seriam julgados por ela. Como se recusou, anda em carro blindado. E em Pelotas, uma juíza federal só sai de casa para ir ao fórum quando é necessário. Numa única sentença ela condenou 68 pessoas, entre os quais policiais envolvidos no tráfico de drogas que vinha da Bolívia e do Paraguai.


