
Prefeitos de duas cidades afirmam que esquema de propina do MEC envolvia até compra de Bíblias. Os valores variaram de15 mil a 40 mil, além da compra de exemplares dos textos religiosos
Prefeitos das cidades de Bonfinópolis (Goiás) e Boa Esperança do Sul (São Paulo) revelaram que o pastor Arilton Moura teria solicitado propina para facilitar a liberação de recursos para construção de escolas, segundo o jornal O Globo.
O prefeito Kelton Pinheiro conta que se reuniu no MEC com o ministro Milton Ribeiro e outros 15 prefeitos no dia 11 de março do ano passado. Na ocasião, o ministro fez um discurso contra a corrupção e deixou o local na companhia dos pastores Moura e Gilmar Santos. Em seguida, os religiosos chamaram os prefeitos para um almoço.
No restaurante, Moura teria se sentado na mesa de Pinheiro e questionou se ele teria algum pedido de melhorias para a sua cidade. Ao ouvir que a cidade precisava de mais uma escola, o pastor teria solicitado dinheiro para ajudá-lo na empreitada junto ao MEC. Em determinado momento, o pastor teria pedido para que o prefeito fizesse uma oferta para igreja e comprasse as bíblias para ajudar na construção de um templo.
“Seria uma venda casada. Eu teria que comprar essas bíblias, porque ele estava em campanha para arrecadar dinheiro para a construção da igreja”, afirmou Pinheiro.
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