
Matéria publicada no NP/Expresso em 13 de março de 2015
Santiago – Chamar atenção e voltar para o foco do conteúdo não costumam ser tarefas fáceis em sala de aula. Mas, a professora Lígia Rosso encontrou uma maneira criativa de facilitar o andamento de suas disciplinas. Junto com livros, cadernos e canetas, ela sempre carrega algum sino. Atualmente, um modelo usado para meditação não sai da sua bolsa e é utilizado tanto na educação de jovens como de adultos. A ideia surgiu em oficinas de teatro, quando Lígia usava um sino para reorganizar os alunos depois de um exercício. “Decidi experimentar essa técnica em sala de aula, tanto no Colégio Medianeira, nos cursos preparatórios e de inglês (CNA), quanto no ensino superior (curso de Letras da URI Santiago)”, conta.
Ferramenta de trabalho
Segundo a professora, a experiência didática tem dado bons resultados há anos, principalmente com as crianças da educação infantil, que já pedem por essa “ferramenta de trabalho”. “Se eu não o levo na aula, logo os pequenos perguntam: ‘teacher, onde está o sininho?’. Acredito que isso passou a ser uma característica do meu trabalho, da minha didática”, comenta.

Apaixona pelas badaladas
Usar um sino em sua rotina de trabalho também veio de uma paixão. A professora conta que sempre gostou de sinos, tem o costume de comprá-los e já chegou a ter uma minicoleção. “Considero uma forma de expressão muito marcante. Adoro ouvir o sino da Matriz (pra ter uma ideia). Todos os anos eu compro sinos, mas, devido ao uso frequente, a maioria não dura muito tempo. Já cheguei a ter cinco sinos diferentes, um para cada da semana”.



