Geral – O mercado financeiro não perdoou os números apresentados pelas Lojas Quero-Quero neste início de ano. A rede varejista, que é muito forte no interior do RS, reportou um prejuízo líquido de R$ 61,7 milhões nos primeiros três meses de 2026. O rombo é quase o dobro do que foi registrado no mesmo período do ano passado, o que deixou os investidores de orelha em pé e causou uma correria para vender as ações da empresa.
A queda livre na bolsa
O resultado prático dessa notícia foi uma derrocada de 21,03% nas ações nesta última sexta-feira. Os papéis terminaram o dia valendo apenas R$ 1,54. De acordo com os analistas do Itaú BBA, a empresa sofreu um bocado com a parte de serviços financeiros e cartões de crédito. Mesmo que a venda de material de construção tenha se mantido, o custo para financiar as compras dos clientes subiu demais e acabou com a margem de lucro.
Os juros altos castigam o negócio
O grande vilão dessa história continua sendo a taxa Selic nas alturas. Como a Quero-Quero depende muito do crédito próprio para vender, os juros elevados aumentam as despesas financeiras e dificultam a vida da companhia. A receita até cresceu um pouquinho, chegando a R$ 790 milhões, mas o custo para manter o negócio funcionando engoliu qualquer ganho. A empresa segue muito sensível à economia e precisa que os juros caiam para voltar a respirar aliviada.
A esperança para o restante do ano
Apesar do solavanco, alguns bancos ainda acreditam em uma melhora para o final de 2026, apostando que o ciclo de queda dos juros possa servir de fôlego extra. Por enquanto, a lida está brava para a rede de lojas. Como o setor de construção civil demora a reagir e o crédito continua caro, a ordem é apertar os cintos. Agora, o mercado fica de olho para ver se a empresa consegue ajustar as contas e estancar o sangramento nos próximos meses.
Redação, João Lemes; Fonte: Itaú BBA e Mercado Financeiro 📈
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