O presidente não tinha o direito de debochar de um adversário ameaçado pelo crime organizado

(Texto baseado no artigo da jornalista Rosane de Oliveira, em GZH)
O presidente Lula enfrentou sua pior semana em termos de desgaste de imagem desde o início de seu terceiro mandato. Seus ataques ao senador Sergio Moro ofuscaram até sua viagem à China, importante para os negócios brasileiros.
Ele deveria pedir desculpas à família Moro por ter insinuado que o esquema do PCC para matar ou sequestrar Moro seria uma “armação” de seu algoz.
A Polícia Federal e o ministro da Justiça reconheceram a gravidade do caso e desencadearam uma grande operação para desmantelar o esquema. Lula agiu movido pelo ódio a Moro e não considerou as ações de seu governo.
Na véspera da operação, Lula repetiu em entrevista que só estaria bem quando conseguisse “foder” com Moro. Moro reagiu indignado e alertou que qualquer coisa que aconteça com ele e sua família será responsabilidade do presidente, por ter incitado o ódio.
O PCC é um grupo criminoso perigoso e capaz de se recompor com facilidade. Lula não tinha o direito de debochar de um adversário ameaçado pelo crime organizado. Além disso, Lula atacou pessoalmente o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, criticando a alta dos juros.



