Acordo: pelo menos nos seis primeiros meses de governo não haveria invasão

Logo depois das eleições, representantes do MST e do PT se reuniram e acertaram um acordo: pelo menos nos seis primeiros meses de governo não haveria invasão de fazendas, manifestações ou qualquer coisa que pudesse gerar algum tipo de instabilidade. O pacto não durou.
No final de fevereiro, o MST invadiu três propriedades da empresa de celulose Suzano, na Bahia, todas em plena produção. Os sem-terra destruíram plantios e só deixaram as áreas após ação de reintegração de posse que a empresa apresentou na justiça.
A invasão tirou o presidente Lula do sério: “Isso não tem cabimento, mete a marreta nesse povo”, disse ele diante de um grupo de auxiliares, entre eles o ministro da Agricultura, Carlos Favero.
Depois do desabafo, o petista avisou que iria chamar João Paulo Rodrigues e líderes do MST para uma reunião em Brasília:
“Vou dizer para ele o seguinte: cara, você ficou 4 anos que nem um gatinho quietinho, sem ia. Agora mal começou o nosso governo e vocês vêm com essa bandalheira?”.
Há pouco, indígenas Guarani Caiuá invadiram uma fazenda em Rio Brilhante, em Mato Grosso, que produz soja e milho. A invasão teve o apoio do MST. A ação, além dos questionamentos de sempre, provocou um desentendimento entre os petistas no estado.
Nesta semana as invasões se repetiram em vários estados e provocaram conflito entre produtores e o MST.



