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| Foto: Felipe Dana |
A vida não é a eternidade. A vida é o agora. Ela se resume em ações e reações. A história é a metáfora da existência: celulares sobre sonhos; dinheiro sufocando saídas. Quem não teria doado, para os donos da “Kiss”, um forro de isolamento acústico adequado? Qual o pai que não faria essa dádiva, mesmo que tivesse que dividi-la em 234 prestações? Todos nós morremos um pouco, naquela ladeira de Santa Maria. Nossos filhos já não são mais os mesmos…
Os que foram e os que ficaram. Nossos olhos já não brilham como antes. A única luta que ainda persiste, no silêncio das vozes, é a certeza de que as batidas daquelas marretas sempre ecoarão – no passado, no presente e no futuro – dentro da garganta passageira e do cérebro que não esquece. Esquecer? Como? Se nossa biografia é piegas, como qualquer palavra que possamos dizer. Luto, sem lutar, só isso. Luto por Santa Maria.”



