
Ernesto Araújo e Kátia Abreu.
O ministro das Relações Exteriores vinha sendo alvo de pressões do Senado, de opositores e de 300 diplomatas críticos à atual política externa.
Diversos setores da sociedade e parlamentares pressionam Bolsonaro desde a semana passada a demitir o ministro, um dos integrantes da ala ideológica. A pressão também vinha dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Eles consideram que Araújo mais atrapalhou do que ajudou no combate à pandemia. A relação tensa com a China causou atrasos no envio de matéria-prima para produção de vacinas.
No domingo ele postou acusações à senadora Kátia Abreu (PP-TO). Ela teria atuado em favor de interesses da China na questão do mercado de 5G. Kátia chamou a manifestação de “falta de equilíbrio” e atribuiu as declarações feitas dele a “desespero”. Parte do Senado ficou contra o ministro.



