Paraguai – Uma paraguaia de 11 anos engravidou por estupro cometido pelo padrasto. Houve pedido ao hospital para que fizesse o aborto, mas no Paraguai isso só é permitido quando a mãe corre risco de morte. Em caso de gravidez por estupro, a mulher é obrigada a manter a gestação. A mãe ainda foi considerada cúmplice no abuso devido à falta de cuidados com a filha. A gravidez infantil é um problema no país. Em 2014, mais de 600 menores de 15 anos tiveram filho.
Esse caso já repercute noutros países, mas as autoridades paraguaias têm ignorado os mais de 500 mil pedidos enviados pela Anistia Internacional, vindos de várias partes do mundo. Em carta ao presidente Horácio Cartes, o secretário geral da Anistia Internacional, Sali Shetty diz: “Permitir que essa menina continue com a gravidez é um ato cruel. Sr. presidente, o futuro dela está em suas mãos”. O governo diz que já foram adotadas todas as medidas para proteger a saúde da futura menina-mãe.


