
O Brasil precisa urgentemente de 30 milhões de doses da Sinopharm, e pede ao governo chinês que almeja a entrega das doses ainda no primeiro semestre de 2021
O Ministério da Saúde enviou carta ao embaixador da China citando o risco de a falta de doses interromper a vacinação. A vacina da Sinopharm, batizada de BBIBP-CorV, não está entre as doses negociadas ou em sondagem já anunciadas pelo Ministério da Saúde.
“A campanha nacional de imunização, contudo, corre risco de ser interrompida por falta de doses, dada a escassez da oferta internacional. Por conta disso, o Ministério da Saúde vem buscando estabelecer contato com novos fornecedores, em especial a Sinopharm, cuja vacina é de comprovada eficácia contra a Covid-19” – Élcio Franco, secretário-executivo do Ministério.
Doses em negociação ou potenciais fornecedores
Se forem concretizadas todas as compras anunciadas ou em negociação, o Brasil teria cerca de 545 milhões de doses, o que seria suficiente para 253 milhões de pessoas.
A lista de fornecedores já fechados ou em negociação é a seguinte:
Vacina de Oxford – Acordo para recebimento de 112 milhões até julho. Entre elas, 4 milhões já foram entregues. Ainda há previsão de 110 milhões de doses a partir do segundo semestre com produção 100% nacional na Fiocruz.
CoronaVac – Acordo para recebimento de 100 milhões, sendo que 15,5 milhões já foram entregues.
Covax Facility – Acordo para recebimento de 42,5 milhões de doses.
Covaxin – Acordo para recebimento de 20 milhões de doses
Sputnik – Em negociação para compra de 10 milhões de doses
Pfizer/BioNTech – Em negociação para compra de 100 milhões de doses
Janssen – Em negociação para compra de 38 milhões de doses
Moderna – Em negociação para compra de 13 milhões de doses
Se forem concretizadas todas as compras anunciadas ou em negociação, o Brasil teria 545 milhões de doses, o que seria suficiente para 253 milhões de pessoas.



