Ministério Público pede 3,6 milhões por agrotóxicos em aldeia indígena

A comunidade relata problemas de saúde e contaminação de rio

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Seringueiras (RO)- Indígenas da etnia Puruborá relataram lesões na pele, dores de cabeça e náuseas após aplicações de agrotóxicos em uma área próxima à Aldeia Aperoí. Segundo o Ministério Público Federal, uma família chegou a abandonar a própria casa por causa da exposição aos produtos químicos.

Ação na Justiça

O MPF entrou com ação civil pública contra o proprietário da fazenda e os produtores. O órgão pede indenizações que somam 3,6 milhões pelos danos causados à comunidade indígena.

Rio contaminado

De acordo com a investigação, o rio Manoel Correia teria sido contaminado por água da lavoura carregada com agrotóxicos. O local é usado pelos indígenas para consumo e alimentação. O MPF afirma que peixes morreram após a contaminação. Também foram apontadas valas abertas sem autorização ambiental para drenagem da área plantada.

Conflitos e patrimônio afetado

A ação ainda relata danos ao Sítio Arqueológico Puruborá. Vistorias do Iphan encontraram fragmentos de cerâmicas ancestrais danificados por máquinas agrícolas. O caso ocorre durante o processo de demarcação da terra indígena, que já registrou episódios de violência, incluindo tiros contra uma casa e o incêndio criminoso de uma maloca sagrada em 2025.

Investigação começou em 2023

O MPF acompanha a situação há cerca de três anos. As apurações apontam que pulverizações ocorreram perto de moradias e áreas de preservação, sem respeitar a distância mínima exigida. Antes da ação judicial, o órgão tentou um acordo com os produtores, mas as negociações foram encerradas após novas denúncias de problemas de saúde entre os indígenas.

Fonte: MPF

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