Alagoas – AL – O influenciador (Ex-A Fazenda) Rico Melquíades publicou um vídeo em que questiona mulheres sobre preferência política e ameaça demitir uma delas depois de associá-la ao PT. A gravação levou o Ministério Público do Trabalho a abrir uma nova frente contra o influenciador.
O órgão entrou com ação na Justiça do Trabalho e pede 5 milhões de reais por danos morais coletivos. O processo também cobra 18 obrigações ligadas à relação de trabalho e à liberdade política das funcionárias.
As exigências
Segundo o Ministério Público do Trabalho, Rico não pode condicionar contratação, demissão, salário, folga ou benefício à escolha política ou ao voto das trabalhadoras. O órgão também pede que ele deixe de monitorar funcionários conforme suas opiniões e de expor informações pessoais para gerar engajamento nas redes.
A ação ainda pede que os empregados possam votar livremente nos dois turnos, sem descontos, mudança de escala ou ameaça de represália. O Ministério Público quer também uma retratação nas redes sociais do influenciador, com o mesmo destaque das postagens originais.
O caso eleitoral
O Ministério Público Eleitoral já havia aberto procedimento sobre o vídeo e encaminhou o material à Polícia Federal por possível coação eleitoral. A suspeita envolve o artigo 301 do Código Eleitoral, que trata de violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou deixar de votar em candidato ou partido.
Nesta sexta-feira, Rico pediu desculpas pelo vídeo. Ele afirmou que nenhum funcionário deve sofrer coação e disse que as mulheres que aparecem na gravação são familiares, com consentimento para a publicação.
(Redação, João Lemes. Fonte: O Globo)
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