Brasília – DF – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo barrou o chamado “vale-peru” de 2.500 reais e outros extras que tinham sido autorizados pela Justiça do Trabalho. O ministro entendeu que a ordem anterior passava por cima do poder de decisão e colocava em risco as contas da empresa.
Prejuízo passaria dos 2 bilhões
A conta para manter esses pagamentos seria pesada demais para o cofre da estatal. Só com o ticket extra e o plano de saúde, o gasto passaria de 2 bilhões de reais por ano. Moraes destacou que a situação financeira da empresa é perigosa e que esses custos adicionais não poderiam ser aceitos agora. No ano passado, os Correios precisaram pegar 12 bilhões emprestados para não quebrar.
Justiça do Trabalho exagerou na conta
Para o ministro, a Justiça do Trabalho criou obrigações que a estatal não consegue pagar. O gasto com o adicional de trabalho nos dias de descanso, por exemplo, aumentaria muito a folha de pagamento até 2026. Moraes escreveu na decisão que o risco de dano para a empresa é real, já que ela depende de garantias do governo federal para seguir funcionando.
Empréstimo bilionário segura a empresa
Os Correios tentam se reestruturar após passarem por uma crise brava. A empresa buscou dinheiro em cinco bancos diferentes para conseguir pagar as contas e seguir de pé. Com o corte desses benefícios decidido pelo ministro, a ideia é evitar que o rombo aumente e que a estatal precise de ainda mais ajuda para não fechar as portas.
Redação João Lemes; fonte Veja
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso


