Havana – Cuba – A capital cubana enfrenta um problema que já passou da conta. Montanhas de resíduos ocupam esquinas, atraem moscas e transmitem doenças, como a dengue e a oropuche. Moradores do município de Cerro convivem com o mau cheiro constante e a invasão de insetos dentro de casa. A situação é tão feia que ativistas voluntários precisam mergulhar para limpar o fundo do mar nas praias, já que o poder público não dá conta do recado.
O colapso da coleta
A prefeitura de Havana admite que falta quase tudo. A frota de caminhões, doada pelo Japão, está parada por falta de peças, e o embargo americano trava a compra de novos insumos. Para piorar, a falta de combustível impede que os poucos veículos que funcionam rodem o dia todo. O resultado é que a cidade gera mais de 30 mil metros cúbicos de lixo por dia, mas não tem como levar esse montante para os depósitos oficiais.
Trabalhadores desestimulados
A falta de gente para recolher o lixo também é um nó difícil de desatar. Com salários que valem menos de 100 reais por mês, muitos coletores pediram demissão. Quem fica trabalha sem equipamento básico, como luvas, e se arrisca em meio a focos de contaminação. Sem coordenação em diversos municípios e com o serviço municipal falhando, a sujeira tomou conta e os moradores agora tentam, por conta própria, diminuir o tamanho do problema.
Redação, João Lemes; Fonte: AFP 🗑️
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