Caçapava do Sul – RS – (Região de Santa Maria) – O prefeito Marcelo Spode (PP), o secretário de Cultura, Ignácio Lemos, e outras seis pessoas são alvo de uma investigação do Ministério Público por suspeitas de improbidade administrativa. Uma empresa também aparece no processo. A apuração começou em fevereiro e envolve possíveis irregularidades em contratos, projetos culturais e gastos públicos.
Aluguel
Um dos pontos questionados é o aluguel de uma sala comercial para abrigar a Secretaria de Inovação, Cultura e Turismo. O município contratou o serviço por sete meses em 2025, com pagamento mensal de 3,4 mil e valor total previsto de 23,8 mil. O Ministério Público compara o preço por metro quadrado com o de outro imóvel alugado pela Prefeitura e aponta uma diferença de quase sete vezes. A estimativa de possível prejuízo varia de 16 mil a 23 mil.
Projetos culturais sob suspeita
A investigação também examina editais para projetos culturais financiados com recursos públicos. Segundo o Ministério Público, os prazos curtos, a falta de transparência nos orçamentos e as exigências dos editais podem ter limitado a participação de empresas. Há suspeitas de favorecimento a prestadores de serviços ligados a pessoas próximas ao secretário.
Conflito de interesses
Outro ponto envolve as atividades privadas de Ignácio Lemos como produtor de eventos e publicidade. O Ministério Público quer esclarecer se houve conflito entre o trabalho particular e as funções públicas. A apuração também inclui notas fiscais de viagens que possivelmente não teriam sido realizadas e movimentações financeiras entre empresas. O prefeito afirmou que o secretário será afastado do cargo nesta quarta-feira (14). Sobre a secretária adjunta de Cultura, também investigada, disse que ainda não decidiu se determinará o afastamento.
Investigados se manifestam
Marcelo Spode afirmou que, conforme as informações às quais teve acesso, não há ação civil pública ajuizada contra ele. Disse que acompanha os fatos e que não compactua com irregularidades. Também defendeu que qualquer responsável por conduta ilegal responda conforme a lei. Ignácio Lemos declarou que o procedimento começou em fevereiro e que vem respondendo aos questionamentos do Ministério Público. O secretário afirmou que continuará colaborando para esclarecer os fatos. A investigação tramita sob sigilo, e as suspeitas ainda dependem de apuração.
Fonte: Bei.
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