
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou, na madrugada deste domingo (23), mais três ocupações na Bahia, dando sequência às mobilizações do “Abril Vermelho”. Mais de 500 famílias ocuparam terrenos em diferentes regiões do Estado, segundo anunciou o próprio movimento. Segundo o MST, as terras são improdutivas.
As novas ações ocorreram após o movimento, atendendo a apelos do governo federal, desocupar uma área de pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na zona rural de Petrolina (PE).
Conforme divulgado neste domingo pelo MST, cerca de 118 famílias reocuparam uma fazenda em Guaratinga, no sul da Bahia.
O MST continua a ocupar terras na Bahia em protesto contra a monocultura de eucalipto e o uso de agrotóxicos. Neste domingo (23), o movimento anunciou que mais de 500 famílias invadiram três áreas de cultivo de eucalipto da empresa Suzano Papel e Celulose, nas cidades de Guaratinga, Teixeira de Freitas e Mucuri. Segundo o MST, as terras são improdutivas e não cumprem sua função social.
As ocupações fazem parte do “Abril Vermelho”, uma série de mobilizações do MST em memória dos 19 sem-terra mortos no massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996.
O movimento também reivindica a desapropriação imediata dos latifúndios para fins de reforma agrária e denuncia os problemas hídricos causados pela produção em larga escala de eucalipto na região.
As novas invasões ocorrem depois que o MST desocupou uma área de pesquisas da Embrapa, na zona rural de Petrolina (PE), atendendo a um pedido do governo federal.
A área estava ocupada desde o dia 17 de abril e abrigava experimentos com uvas e manga. A Embrapa informou que os prejuízos causados pela ocupação ainda estão sendo avaliados.



