Estado – RS – As mulheres rurais do RS estão saindo da invisibilidade para assumir cargos de liderança no agro. Mesmo representando parte expressiva da força de trabalho no campo, elas ainda são minoria nos postos de decisão. Dados da Farsul mostram que apenas 10% dos sindicatos ligados à entidade são presididos por mulheres. Entre os associados, só 19% são do público feminino, embora 65% atuem na gestão das propriedades.
Para as lideranças ouvidas, o maior obstáculo não é ocupar o cargo, mas ser respeitada nele. A presidente do Sindicato Rural de São Francisco de Assis, Fernanda Nicola, afirma que ainda precisa provar competência diariamente. Já Franciele Matos, que preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arroio Grande e Jaguarão, diz que ocupar esses espaços é uma conquista coletiva. Segundo ela, transformar presença em voz e ação é compromisso permanente.
Qualificação abre porteira
A professora da UFSM, Rosani Spanevello, aponta que as posições de liderança têm sido puxadas por mulheres jovens e com maior escolaridade. Muitas vêm de famílias já ligadas ao movimento sindical. Teodora Lütkemeyer, da Comissão das Mulheres do Agro da Farsul, reforça que há avanço, mas ainda existe resistência masculina e dificuldade de identificação de muitas trabalhadoras. Para as representantes, políticas públicas e organização feminina são o caminho para garantir autonomia e consolidar o protagonismo no campo.
Fonte: Correio do Povo.
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