Nos últimos anos, a Argentina tem testemunhado a saída de diversas multinacionais, como HSBC, Procter & Gamble, Latam e Walmart, que venderam suas operações para empresas locais. Essa tendência contrasta com os anos 1990, quando muitas dessas corporações ingressaram no mercado argentino. Fatores como dificuldades na repatriação de lucros, desconfiança de investidores estrangeiros e um ambiente econômico desafiador contribuíram para essa mudança.
Empresas argentinas têm aproveitado essas oportunidades para expandir seus negócios, adquirindo operações deixadas pelas multinacionais. O conhecimento do mercado local e a capacidade de enfrentar os desafios econômicos internos têm sido vantajosos para essas empresas. Especialistas apontam que, enquanto as multinacionais optam por sair devido a estratégias globais e dificuldades persistentes na Argentina, as companhias locais estão melhor posicionadas para lidar com as adversidades econômicas do país.
Empresas brasileiras observam com cautela
Paralelamente, empresas brasileiras estão observando com cautela as reformas econômicas implementadas pelo presidente argentino Javier Milei. Medidas de austeridade que visam estabilizar a economia têm despertado interesse em potenciais investimentos no país. Companhias de diversos setores, como bens de consumo, serviços, petróleo e tecnologia, estão considerando novas oportunidades e planos de expansão na Argentina, embora desafios como controles cambiais e um cenário econômico incerto ainda persistam. (El País)
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