
A declaração foi dada durante convenção do PP que selou o apoio do partido à candidatura do presidente
Bolsonaro criticou a Carta (leia no final) em Defesa da Democracia, manifesto organizado na Faculdade de Direito da USP que reúne juristas, banqueiros e empresários e já conta com a adesão de mais de 165 mil pessoas.
“Vivemos num país democrático, defendemos a democracia, não precisamos de nenhuma cartinha para dizer que defendemos a democracia. Dizer que queremos cumprir e respeitar a Constituição, não precisamos então de apoio ou sinalização de quem quer que seja para mostrar que nosso caminho é a democracia, a liberdade, respeito à Constituição”, disse Bolsonaro.
Além de criticar o manifesto pela democracia, não respondeu se entregará a faixa presidencial a outro político, caso perca as eleições.
“Vou debater com o cara, né. Vou debater com o cara”, respondeu em referência ao ex-presidente Lula ao ser questionado.
Bolsonaro disse que o Executivo e o Legislativo trabalham em “perfeita harmonia” e afirmou que espera muitas realizações no ano que vem caso Lira seja reeleito presidente da Câmara. “Maioria do parlamento está afinada com Executivo e todos ganham com isso. Os Poderes têm que se respeitar para o bem de todos”. (Zero Hora)
O que diz a carta:
“O Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados
O Brasil enfrenta uma crise sanitária, social e econômica de grandes proporções. Milhares de brasileiros perderam suas vidas para a pandemia e milhões perderam seus empregos.
Apesar do momento difícil, acreditamos no Brasil. Nossos mais de 200 milhões de habitantes têm sonhos, aspirações e capacidades para transformar nossa sociedade e construir um futuro mais próspero e justo.
Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática. O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias.
O Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados.”



