Santiago – (por João Lemes) Na primeira eleição para prefeito em Santiago, Chicão, que na época era o vice do Toninho Gomes (PP), concorria contra o candidato da oposição Accácio Oliveira (MDB), que por sua vez, criticava o opositor por causa de um dito celular. Tudo porque Chicão, que na época havia broqueado com o prefeito Tonho, passava mais tempo em casa do que na prefeitura e usava um celular do poder público. Ele justificava que, mesmo em casa, estava trabalhando, correndo à noite para colocar lonas pretas nas casas, lidando com esportes, etc. E que a função do vice não é determinada pelo seu comparecimento na prefeitura.
Por sua vez, o Dr. Accácio continuava criticando. “Mas Chicão! Um objeto público e você usando em casa?…”.
É importante lembrar que Accácio só ficou sabendo do uso do celular pela boca do Nequinho Abreu, ex-vereador do PDT.
Talvez essa fosse uma das raras críticas que Chicão recebeu e que tinha algum fundamento. Accácio não venceu, mas talvez seja o que mais se aproximou (em votos) do PP nos últimos anos.
Diante dessa cena, é impossível não lembrar do cartão corporativo de Bolsonaro, que inclui motocicletas de R$ 100 mil para gasolina e lanche dos motoqueiros; Rivotril, cachaça, vinho, hotéis de luxo para os filhos e a primeira-dama. Hoje, o mesmo Accácio e o mesmo grupo que criticava Chicão pelo celular aceitam essas aberrações?



