
Por que o governo da Arábia Saudita ofereceu presentes tão valiosos ao ex-presidente e à primeira-dama Michelle Bolsonaro?
Os presentes recebidos incluíam joias valiosas da grife suíça Chopard, foram enviados em uma visita do ministro de Minas e Energia da Arábia Saudita e não são usuais nas relações diplomáticas.
O conjunto de joias, avaliado em 16 milhões foi retido pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, mas Bolsonaro tentou liberá-lo antes de deixar o governo, inclusive mandando um avião da FAB a São Paulo para resgatá-las.
A jornalista Rosane de Oliveira escreveu: “Como efeito dominó, uma pedra vai derrubando a outra e a mentira, que tem pernas curtas, aparece antes mesmo da conclusão dos inquéritos abertos. A pergunta que se sobrepõe a todas as outras neste momento é: por que o governo da Arábia Saudita ofereceu presentes tão valiosos ao ex-presidente e à primeira-dama Michelle Bolsonaro?”
Os presentes que os chefes de Estado e de governo trocam nas visitas oficiais são, em geral, de valor simbólico. Livros, quadros, esculturas feitas em série, vasos, potes, facas, copos… Mesmo quando são oferecidas pedras, não chegam a um dos pingentes de um colar da grife suíça Chopard, uma das mais valiosas do mundo.
É Chopard o conjunto retido pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos que o então presidente Bolsonaro usou mundos e fundos para tentar liberar antes de deixar o governo. Na tentativa derradeira, mandou um avião da FAB a São Paulo para resgatar os diamantes avaliados em R$ 16,5 milhões.
“Repita-se: não se tratou de uma troca protocolar de presentes, mas de um mimo enviado pelos sauditas em uma visita do ministro de Minas e Energia. A troco de quê? Isso os inquéritos terão de responder”, diz a jornalista.



