
Os “capacetes-respiradores”, dispositivos amplamente usados na Itália e já estão sendo implementados no Brasil
Itabuna – Bahia – O empresário Tomé Rosa dos Santos, 53 anos, chegou caminhando à Santa Casa, mas logo precisou de uma UTI. Para evitar a intubação, os médicos decidiram usar um ventilador não invasivo em formato de capacete (helmet), que vem sendo fundamental na recuperação de vários pacientes covid. Na noite de quinta (24), Tomé Rosa deixou a UTI e foi recebido com festa pela família.

O médico Eric Júnior explica que a ventilação mecânica não invasiva torna-se uma importante opção. O “capacete” é composto pelo capuz, que cobre toda a cabeça, feito de material transparente e macio.
“A intubação aumenta muito a taxa de mortalidade. Por isso, o desafio é evitar o máximo esse procedimento. Com o uso do capacete, o objetivo também é proporcionar alta precoce. Esse foi o caso do paciente Tomé Rosa. Mas outros pacientes da nossa unidade estão também fazendo o uso do equipamento”, conta.
Obs. Itabuna fica a 426 quilômetros da capital da Bahia
Produção no Brasil
Os “capacetes-respiradores”, dispositivos amplamente usados na Itália e estão aos poucos sendo implementados no Brasil. O jornal da USP noticiou a produção de protótipos em parceria com as empresas Life Tech Engenharia e Roboris.
Como funciona o capacete-respirador?

É acoplado ao ventilador ou ao fluxo do oxigênio com pressão positiva de oxigênio. O ar chega ao paciente de forma não invasiva, diferentemente da intubação, que necessita um tubo orotraqueal”, aponta André Nathan, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês (SP).
Outra vantagem é que ele não deixa o vírus se espalhar no ambiente, já que não permite que grande quantidade de gás vaze.
Custo
O equipamento criado pela empresa Life Tech Engenharia tem um custo de R$ 627 a unidade. Inicialmente, a capacidade de fabricação é de 10 mil unidades ao mês.



