As queimadas no Centro, Norte e Nordeste do Brasil já afetam a qualidade do ar e elevando o alerta sobre a crise climática. A estiagem prolongada, a mais severa já registrada pelo Cemaden, contribui para o avanço dos incêndios. O fenômeno El Niño, ao elevar as temperaturas, deixa o solo e a vegetação mais secos e propensos a queimadas, agravando a situação.
Estados como Amazonas, Acre e Mato Grosso do Sul são os mais atingidos, porém os efeitos ultrapassam fronteiras regionais, impactando a economia nacional. O governo federal, em resposta, planeja medidas emergenciais e a criação de uma autoridade climática nacional.
Danos à produção agrícola
Pode atrasar o plantio de grãos e elevar os preços dos alimentos. Na pecuária, a seca reduz a qualidade das pastagens, levando a um aumento nos abates de matrizes e, consequentemente, a uma possível escassez futura de carne, o que pressionaria os preços em 2025. Frutas, hortaliças e produtos como açúcar e café já registram aumentos de preço devido às queimadas em plantações.

Energia mais cara
O setor elétrico enfrenta desafios com a redução das vazões afluentes nos reservatórios, especialmente no Norte e Nordeste. Para mitigar riscos de apagões, o governo acionou termelétricas, que são mais poluentes e caras. Isso resultou na aplicação da bandeira tarifária vermelha, aumentando a conta de luz em 6,06% em setembro. A medida visa prevenir a escassez de energia, mas aumenta o custo de produção e pode pressionar a inflação, elevando-a em até 0,75 ponto percentual até o final do ano.
No agronegócio…
A demanda por água é crucial, especialmente em períodos de seca. A redução da oferta hídrica pode afetar a produtividade agrícola, aumentando os custos e pressionando os preços dos alimentos, que representam 21% do IPCA. As famílias de menor renda são as mais afetadas, pois o aumento dos preços reduz seu poder de compra.

Fonte: GZH
SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS:
Instagram:npexpresso
Facebook: NPExpresso