
A pandemia evidenciou uma fragilidade do Brasil: a alta dependência de insumos importados da China para a fabricação de vacinas e o sucateamento de laboratórios e fábricas usados para produzir imunizantes. Na década de 1980 o Brasil tinha cinco institutos capazes de produzir vacinas. Hoje são apenas duas: Bio-Manguinhos, da Fiocruz e o Instituto Butantan.
Esse sucateamento do setor de vacinas para humanos contrasta com os elevados investimentos na fabricação nacional de imunizantes para animais, principalmente gado. Existem mais de 30 fábricas para vacina veterinária. Trata-se de um mercado que garantiu faturamento de 6,5 bilhões ao setor e que ajuda a manter a liderança mundial do Brasil na exportação de carne bovina.



