Obras emperram devido à falta de planejamento de gestores públicos

Quatro a cada 10 obras no país estão paralisadas, conforme indica o Tribunal de Contas da União. Hoje, o Brasil tem 22.559 empreendimentos no papel, mas 8.674 deles foram interrompidos, o equivalente a 38,5% do total.
Com essa quantidade de obras paralisadas, a falta dos serviços que seriam disponibilizados afeta milhares de pessoas.
Outro problema é o desperdício de dinheiro público. Como as estruturas que chegam a ser construídas se deterioram com o tempo de paralização, o custo final da obra, caso seja retomada, aumenta, pois é necessário fazer reparos nessas partes, ou mesmo reiniciá-la do zero.
Hoje, metade das obras paralisadas seriam aplicadas na área da educação. São cerca de 4 mil empreendimentos.
Em seguida, estão saneamento (388 obras paralisadas); saúde (289); infraestrutura de transporte (277); agricultura (161); habitação (126); turismo (66); e defesa civil (25).
Maranhão é o estado com mais obras paralisadas: 905. Na sequência, estão Bahia (807), Pará (671), Minas Gerais (657), Ceará (577) e Goiás (484).



