
Uma das maiores secas vem fazendo os agricultores sofrerem e já soma prejuízos incalculáveis. Segundo a Emater, as plantações de soja e milho são as mais afetadas. O nova-esperancense Paulo Piechaque descreveu em versos o drama da seca e dos agricultores.
A dor da seca
Um verão fora do normal
como a tempo não se via
a natureza previa
mas não se esperava tanto,
com esforço e com encanto
o produtor semeou
na sua crença acreditou
mas sobrou só dor e pranto.
Um sol, que queima qual brasa
com raios incandescentes
torra o que encontra à frente
deixa a angústia e o pavor,
num imponente calor
mata a verde natureza
traz ao humano a tristeza
num rastro de angústia e dor.
A água, sobrevivência
some na terra fervente
aos olhos tristes da gente
de um produtor desolado,
com o futuro preocupado
para sorver o sustento
sem colher seu alimento
vendo seus frutos queimados.
O sul que treme ardente
feito calor do sertão
assolando o coração
do rude e bravo colono,
que perde as noites de sono
sem poder o grão colher
mesmo diante do sofrer
nunca perde o seu entono.
Aos céus implora por chuva
para amenizar a situação
sem nunca perder a razão
acredita piamente,
em um amanhã diferente
sempre em Deus a confiança
prepara e não cansa
de semear novamente.



