
O organograma ainda está por ser revelado formalmente, mas o futuro chefe da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a Esplanada dos Ministérios do terceiro governo do presidente Lula terá 37 ministérios.
Isso irá representar um aumento de 15 estruturas em relação ao início do governo Bolsonaro que largou com 22 ministérios e está encerrando o mandato com 23.
Lula retomará um desenho administrativo semelhante ao que tinha quando deixou o Planalto, em 2010. O Ministério da Economia será desmembrado entre Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Ainda é possível que desse guarda-chuva seja criada uma pasta de Gestão.
O atual Ministério da Infraestrutura será fatiado entre Transporte e Portos e Aeroportos. O mesmo ocorrerá com o Desenvolvimento Regional, repartido entre Cidades e Integração Nacional. Haverá, ainda, a criação de pastas inéditas, a exemplo dos Povos Originários, e o resgate de outras que haviam sido absorvidas, caso da Pesca. São promessas de campanha.
Para Alketa Peci, professora de Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas, o debate sobre o número de ministérios é “mais sofisticado” do que a discussão do “mais ou menos”.
“Acima de tudo, é uma comunicação estratégica sobre prioridades. Quando você diz que terá os ministérios das Cidades e dos Povos Originários, você comunica que deseja melhorar as políticas públicas para essas áreas. O atual Ministério da Economia trouxe para o seu guarda-chuva outras áreas, mas não houve redução de cargos. As estruturas burocráticas de carreira são as mesmas, realocadas de uma estrutura para outra”, afirma Alketa. (Zero Hora)



