A prefeitura de Bagé anunciou a exoneração de 300 cargos comissionados (CCs) e a suspensão de benefícios de servidores devido a um déficit de pelo menos R$ 10 milhões. O prefeito Divaldo Lara (PRD) já renunciou. Quem manda hoje é o vice Mário Mena Kalil (PTB).
O atual prefeito afirmou que a medida é necessária para garantir o pagamento da folha de novembro, o 13º salário e os vencimentos de dezembro, uma vez que o município dispõe de apenas R$ 7 milhões em caixa, enquanto as despesas totais somam R$ 17 milhões.
Entre as ações anunciadas estão a suspensão de compras não essenciais, corte de horas extras, restrição de diárias e viagens, e o bloqueio de indenizações de licença-prêmio. Kalil, que assumiu o cargo após a renúncia do ex-prefeito Divaldo Lara, afirmou que as exonerações ocorrerão em menos de 30 dias para aliviar as finanças municipais. A gestão anunciou uma auditoria para avaliar a real situação financeira do município, mas ainda não divulgou as causas do déficit.
A renúncia do prefeito, o homem do relho
O prefeito Divaldo Lara (PRD) renunciou a 54 dias do fim do mandato. Ele alegou problemas de saúde física e mental, além de dificuldades pessoais, incluindo perdas familiares e “batalhas e perseguições pessoais”. Lara afirmou que a exposição abusiva de sua vida privada causou traumas à sua família.
Rachadinha
Em agosto, a Polícia Federal realizou uma operação contra Lara por suspeita de “rachadinha”, envolvendo R$ 10 milhões supostamente usados para fins eleitorais sem declaração à Justiça. Sua esposa, Priscila Fischer Lara, também é investigada. A defesa nega irregularidades e considera a investigação abusiva.
Com a renúncia, o vice-prefeito Mario Mena Kalil (PRD) assumiu o cargo até o fim de dezembro. Na eleição municipal deste ano, a candidata apoiada por Lara, Roberta Mércio (PL), foi derrotada por Mainardi (PT), que assumirá a prefeitura em 2024.
“Em Bagé, se trata corrupto com relho”
Divaldo Lara é o mesmo que em 2018, durante a caravana do ex-presidente Lula, afirmou que “Lula e a sua quadrilha tiveram em Bagé aquilo que mereciam ter em todas as cidades deste país. Em Bagé se trata corrupto com relho, se trata corrupto desta forma”.
Irmão deputado perdeu o mandato
Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu manter a decisão de segunda instância que cassou o mandato do deputado estadual Luís Augusto Lara (PTB). O presidente Edson Fachin determinou o cumprimento imediato dos efeitos da decisão, o que fará Lara perder a cadeira na Assembleia.

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu manter a decisão de segunda instância que cassou o mandato do deputado estadual Luís Augusto Lara (PTB). O presidente Edson Fachin determinou o cumprimento imediato dos efeitos da decisão, o que fará Lara perder a cadeira na Assembleia.
O episódio remete aos crimes de abuso de poder político cometidos pelo prefeito de Bagé na eleição de 2018, em favor da reeleição do irmão. Entre eles, a adoção de turno único na prefeitura municipal, a partir de julho daquele ano, para que os servidores pudessem fazer campanha no turno inverso.
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