Dados do Ministério da Saúde mostram que menos de 70% da população está com o calendário vacinal em dia, em comparação a 98% em 2015. Os planos de saúde devem se engajar na missão de manter o país livre de doenças já erradicadas.

(João Lemes) No Brasil, a cultura de vacinação está enfrentando resistência por parte da população devido à disseminação de desinformação e fake news sobre os efeitos das vacinas, o que coloca em risco a posição do país em relação a doenças já erradicadas.
O Programa Nacional de Imunização (PNI), que foi pioneiro na incorporação de vacinas no SUS, está subutilizado devido à falta de confiança nas vacinas.
Dados do Ministério da Saúde mostram que menos de 70% da população está com o calendário vacinal em dia, em comparação a 98% em 2015.
Para reverter esse cenário, é necessário intensificar a comunicação sobre a importância da vacinação, e essa responsabilidade não é apenas do governo, mas também das operadoras de saúde do setor privado, que impactam cerca de 25% da população brasileira.
É fundamental promover a educação e a conscientização sobre a confiabilidade das vacinas, desmentir falsas informações nas redes sociais e destacar sua eficácia e segurança.
A reversão dos efeitos das fake news requer uma abordagem integrada, envolvendo educação, conscientização, transparência, engajamento com a comunidade e uma comunicação eficaz.
A promoção da vacinação é responsabilidade de todos, e é essencial trabalhar juntos para garantir o acesso a informações confiáveis.
SANTIAGO DÁ EXEMPLO
O projeto VanCina, uma van adaptada como ambulatório de vacinação, foi reconhecido uma das melhores ações do país no combate à covid. Após vacinar mais de quatro mil pessoas em Santiago, o projeto da secretaria de Saúde foi selecionado para competir no prêmio Imuniza SUS Brasil.
Conforme o secretário, Éldrio Machado, a iniciativa surgiu em 2021 devido a uma mudança na demanda ao longo do ano, com uma redução na procura pela vacina e um alto índice de não vacinados.
Para enfrentar esse desafio, a equipe de saúde desenvolveu duas frentes de atuação. A primeira visa atender aqueles que não conseguem se vacinar nos horários de funcionamento dos postos, enquanto a segunda foca em alcançar os indivíduos que têm dificuldade em se locomover até os locais de vacinação.




