
Debate vem à tona a partir do vídeo gravado por estudantes do interior de São Paulo que debocharam de uma colega na faixa dos 40 anos
(Baseado no artigo de JULIANA BUBLITZ, de GZH) O que é ser “velho” hoje no Brasil?
O texto aborda o conceito de envelhecimento e a percepção de idade no Brasil, levantando o questionamento sobre o que é considerado “velho” hoje. Com exemplos de pessoas com mais de 60 anos que ainda estão ativas e vivendo suas vidas plenamente, a autora defende que a idade não deve ser um fator limitante.
Também é mencionado o problema do preconceito de idade, principalmente para as mulheres, que são cobradas pela aparência. É hora de repensar essa questão e valorizar as pessoas independentemente da idade.
Embora a referência à turma dos 60 faça parte do Estatuto do Idoso e, portanto, da legislação brasileira, não é difícil perceber que, hoje, pessoas nessa faixa etária seguem ativas, trabalhando, estudando, namorando… e vivendo. Que dirá aos 40!
Há algumas décadas, o conceito de envelhecimento era outro. As pessoas viviam menos e também encaravam o passar dos anos de um jeito diferente do que pensamos hoje. Lembro que minhas avós, aos 60, já se pareciam com a Dona Benta, a doce e serena vovó do Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato.
De lá para cá, o mundo mudou. No Brasil, apesar dos pesares, houve melhorias na qualidade e na expectativa de vida. É óbvio que a passagem do tempo impõe perdas e que, mesmo com os avanços da medicina, não há como escapar da velhice – se você tiver a sorte, é claro, de chegar até lá, porque viver é uma bênção.
O fato é que o corpo muda, e a capacidade física já não é a mesma à medida que se faz 40, 50, 60, 70, 80 anos. Mas o envelhecimento também está na cabeça. Conheço muita gente com mais de 70 que está muito melhor, disparado, do que a gurizada que passa os dias com a cabeça enterrada na tela do celular. Com 70 anos, meu pai anda, em média, cem quilômetros de bicicleta por semana.



