Nem Copa do Mundo, nem o atraso dos salários no Estado, nem chikungunya. O tema mais badalado em Santiago foi o 13º salário dos vereadores trazido pelo Expresso, cujo ganho alguns nobres apelidaram de “gratificação natalina”. Desse jeito, mais gente vai acreditar em Papai Noel…
A repercussão é tanta que já estão pensando em jogar a toalha e desistir dessa “pequena” gorja de 6 mil. Tudo bem! A gente sabe que é legal, que a constituição ampara etc etc, mas seria o momento?
Esperto mesmo foi o Peru, que só tem a carinha de inocente. Quando foi presidente, deixou a bronca para o novo chefe da casa. Como o Décio é peitudo, se atirou de corpo e alma e o gritedo está aí.
Vejam o que escreveu o servidor público João Manoel Amaral:
Votação na surdina
“A Copa acaba envolvendo quase toda a população, período em que os políticos aproveitam para votar e aprovar os projetos que lhe beneficiam. Lá em Brasília sempre foi assim, mas não esperava que aqui na Terra dos Poetas os “edis” aproveitassem para aprovar em benefício próprio, o 13°. De quem foi o projeto? Imagino que seja de um vereador da situação, mas e os da oposição aceitaram votar.”
“Escuto vereadores se pronunciando contra os eventos de esporte, educação e cultura, para não onerar os cofres. Mas esse projeto do 13° mostra o descaso com a comunidade. Teriam que fazer um projeto para mudar o horário das sessões que ocorre nas segundas à tarde, quando a maioria das pessoas está trabalhando e não pode ir assistir. Por que não começar às 19h? Aí daria polêmica: as pessoas iriam saber dos assuntos.”
“A situação deve estar muito boa em Santiago, só espero que não voltem a debater fechamento de escolas. Vereadores da oposição – se é que tem oposição em Santiago – vocês poderiam votar contra esse projeto. Vergonha!”



