Passado o processo eleitoral, uma das coisas que me chamou a atenção foi o discurso do presidente eleito Lula, quando ele falou: “o que envelhece uma pessoa não é a quantidade de anos que ela tem, mas a falta de causa”.

(Cátia Siqueira) Essa causa a que ele se refere nada mais é do que ter um propósito na vida. Um dos segredos da longevidade apontado nos estudos realizados sobre os centenários das Blue Zones, zonas azuis, é ter um propósito de vida, ter motivos para todos os dias levantar da cama. No caso do presidente eleito, os motivos que o levaram a novamente encarar o processo eleitoral é lutar para acabar com a fome e as desigualdades em nosso país.
Outro fato que chama a atenção é que a maioria do congresso e dos nossos políticos tem mais de sessenta anos, mas, como disse Simone de Beauvoir: “velho é sempre o outro”. Sim, poucos assumem a sua velhice, e são poucos também os que defendem a velhice e as políticas públicas para os idosos.
Em seus discursos na campanha eleitoral, Lula deu espaço a essa discussão e falou de propostas para fomentar e fortalecer a capacitação de cuidadores de idosos. Falava de valorização aos idosos e em um evento que participou com representantes dos sindicatos de aposentados, movimentos de pessoas idosas, estudiosos da área do envelhecimento, ele já havia falado que: “nós precisamos ter motivação para viver, nós precisamos construir, e a motivação é se sentir útil, participar da atividade política, se interessar pelo que acontece”, e nesse evento assumiu publicamente apoio às políticas públicas para os idosos.
Então, agora eleito, cabe a nós brasileiros cobrar políticas públicas para o envelhecimento ativo e saudável. Nós, profissionais do envelhecimento, estaremos atentos.



