
Imagem ilustrativa
por João Lemes
A ideologia é algo salutar, fruto da nossa essência. Que bom que temos ideologia, que temos “lado”, amores, paixões. A ideologia apaga as diferenças e fornece à sociedade o sentimento de identidade social, baseada em referenciais de humanidade, liberdade, igualdade…
O que estraga um pouco são os extremos, direita, esquerda. Tudo que for em demasia é ruim. Como escreveu um sábio: a diferença do remédio e o veneno é só a dosagem.
Aqui nos referimos à paixão, a qual Freud já dizia que era doença. A paixão cega de um lado e de outro chegou a um nível tal que a gente nem precisa ler o conteúdo de quem posta; só ver quem foi e deu. Se é a favor do remédio, é a favor de fulano. Se for contra, também é contra o fulano. Não dava para votar, gostar, desgostar sem dizer bobagens?
Agora todo mundo virou cientista, pensador e doutor em tudo? Se não estou de um lado, estou do outro? Como diz o adágio, “a ignorância é uma bênção”.
Basta de ideologias doidas! Estamos nos afogando em nossa própria dor, sem nos darmos conta da nossa medonha ignorância. Sem nos darmos contas de que é hora de parar com a politização e pensar no Brasil, nas pessoas, em nós todos.



