(Froilam Oliveira – Santiago) O corredor mais amplo do BIG (supermercado) está ocupado com ovos de chocolate. O arranjo é lindo, uma doçura para os olhos. Para o bolso, muito amargo.
Como não chocólatra, considero supérfluo o ovo de chocolate. Ele está ali, todavia, a tomar um espaço considerável, como um item essencial.
Sob um céu de ovos, penso escrever algo ao voltar para casa (o que faço agora).
Na gôndola de materiais escolares (ainda não isolada pela fita plástica), apanho uma caneta simples. Ela é necessária para a elaboração de meu texto. O chocolate é essencial, mas caneta, barrada pelo caixa, não é essencial. Mundo virado!




