O impacto do calor
O calor extremo que estamos enfrentando afeta a todos, mesmo quem tem ar-condicionado. Não dá para carregar um ar-condicionado nas costas, e a constante mudança de temperatura entre ambientes refrigerados e a rua acaba agredindo o corpo.
E na cadeia, ó!
Lembro de uma vez que visitei o presídio de Santiago, que chamam de “céu aberto”. A situação era insustentável, com 16 pessoas em uma cela minúscula, roupas penduradas e um calor insuportável.
Fogo nas celas
Sei que não há mais colchões inflamáveis nas celas, mesmo assim, em Torres, dois detentos atearam fogo a um colchão em uma delegacia. Quase morreram asfixiados. Nas redes sociais, alguns diziam que seria bom se eles tivessem morrido. Isso me chocou. Esses presos são parte da sociedade, são filhos, maridos, pais, amigos de alguém. Acho que precisamos refletir sobre o que acontece com essas pessoas que passam anos em condições desumanas e saem de lá sem nenhuma perspectiva de ressocialização. Será que elas não merecem compaixão? Será que se elas fossem animais, a reação seria a mesma?
A falha do sistema
Por que será que os presídios não conseguem regenerar as pessoas? Essas pessoas são fragilizadas; o sofrimento é tão grande, que elas acabam se adaptando e cometendo novos delitos ao sair da prisão.
Maus-tratos a animais e a seres humanos
As pessoas se compadecem com animais maltratados, o que é louvável, mas parece que se esquecem da compaixão pelos seres humanos. Em Santiago, um rapaz, claramente com problemas mentais, matou um cachorro. Nas redes sociais, a comoção foi imensa, mas direcionada ao animal. Eu também fiquei horrorizado com a morte do cachorro, mas me pergunto: e o rapaz? Quem se importa com ele? Alguém disse que ele deveria ser castrado, outro que deveria ser morto. Será que se ele tivesse matado uma pessoa, a reação seria a mesma?
OUÇA O ÁUDIO COMPLETO
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui


