(João Lemes) A vida é um sopro e, muitas vezes, a gente se perde tentando acelerar o passo, achando que intensidade é o mesmo que profundidade. Esse é o erro de quem vive afoito, pois amor não é loucura.
Como dizia Shakespeare, em Romeu e Julieta, “esses prazeres violentos têm fins violentos”. Aquilo que nasce num incêndio descontrolado, sem o tempo necessário para criar raízes, tende a virar cinza na mesma velocidade com que acendeu. E você? Tem o hábito de se entregar de corpo e alma sem olhar para onde o caminho leva? Eis o motivo de tantas histórias terminarem antes mesmo de começar.
O fogo que consome: Shakespeare alerta que o amor que queima rápido demais é como a pólvora. Quando a gente se deixa levar pelo exagero da paixão, perde o juízo e a capacidade de enxergar o outro como ele realmente é, trocando a construção de uma vida em comum por um momento de adrenalina que não sustenta o dia a dia.
A falta de temperança
O excesso de zelo ou o afeto em doses cavalares, sem o devido tempo de maturação, acaba enjoando e tornando o relacionamento pesado. O segredo, como ensinava o sábio Frei Lourenço, é amar com moderação, pois o mel em quantidade exagerada, com toda a sua doçura, acaba tirando o apetite e deixando um gosto amargo no final.
Redação, João Lemes ✍️
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