PLATAFIRMA
Oracy Dornelles
Num momento prolixo do lixo da política, ele foi bem explícito: batalharia pelos berros dos matadouros, e pelo pichamento dos muros internos dos cemitérios de campanha. Seria o porta-fone da estupidama cidatrix do partido relax do Pedra Lux verde e cor de corvo. Nunca seria um estorvo. Mas uma alavanca calçada na alça de sua anca esquerda, como um astulto Archimedes calçando o eixo do mundo sem apoio de partidos detergentes. Seria um Omo livre e verdadeiro, branquinho e sem máscula.
O formato de sua plataforma tinha poucos ítens e muitos vinténs para os cofres do quinzenão mensal. Sua platafirma estupidiforme seria revolucionária, dedicada à derrota agrária dos com-terra, e todo o dinheiro arroucadado que batesse à porta, seria convidado a entrar para o Bolso-Família dos desterrados- livres da Reforma Mamária. Seria uma reforma Rainha, a madre superiora de nosso pai menor.
Nunca, tão muitos fizeram tão bastante em tanto tempo… Seria a desganação da pobreza: inhame cozido, tripa frita e torresmo de porco com farinha de mandioca. Aí sim, o presidente diria, todo inter-avermelhado, subindo a rampa e abrindo a tampa do Congresso: Vou ridicalurizar a pobreza para sempre, e criar o Esfregão-família para limpar os podres dos políticos cafalhutos distribuindo sunga-bucal para para filtrar discursos, evitar cinzas de crak, do Vulcão Polichinelo do Chile, e outras cinzinhas liberadas pelo govêrno na Marcha da Maconha Livre Sempre Mais… Seria a Platafirme mais Forma e Revolumamária da Turma…




