Nicarágua – A declaração de Daniel Ortega foi no domingo (19), durante um discurso pelos 47 anos da Revolução Sandinista. A medida, se colocada em prática, elimina uma nova disputa eleitoral ao fim do atual mandato, em 2027.
Fim das eleições
Ortega afirmou que não haverá mais eleições para que grupos de oposição tentem assumir o governo. O presidente, porém, não explicou como a mudança será implantada. Ele governa desde 2007 e atualmente divide o comando do país com sua esposa, Rosario Murillo.
O cenário político
A última eleição presidencial ocorreu em 2021 e foi contestada internacionalmente. Antes da votação, opositores, pré-candidatos e outras lideranças foram presos. Ortega também já havia governado a Nicarágua durante a década de 1980.
A Nicarágua
Fica na América Central, entre Honduras e Costa Rica, com litoral para o Oceano Pacífico e o Mar do Caribe. Tem cerca de sete milhões de habitantes. A economia depende principalmente da agricultura, indústria, comércio, turismo e do dinheiro enviado por nicaraguenses que vivem no exterior. Café, carne bovina, ouro, açúcar, amendoim e produtos têxteis estão entre seus principais produtos.
Ditadura
O país também tem uma história marcada por governos autoritários. Daniel Ortega chegou à Presidência pelo voto em 1985, perdeu a eleição de 1990 e voltou ao poder após vencer em 2006, assumindo novamente em 2007. Desde então, mudanças constitucionais permitiram reeleições consecutivas e seu governo ampliou o controle sobre as instituições.
A partir de 2018, aumentaram as denúncias de repressão à oposição e, antes da eleição de 2021, adversários e possíveis candidatos foram presos. Por isso, organismos internacionais e especialistas classificam atualmente o governo de Ortega como autoritário ou ditatorial, embora o país tenha mantido formalmente eleições até agora.
Redação, João Lemes. Fonte: G1/Reuters.
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