
Muitas placas de led chegam a ocupar metade da largura do passeio público. Mais do que uma agressão visual, são um estorvo à mobilidade
Painéis de led com 2m40cm vêm brotando das calçadas. Pelo menos 73 já foram instalados, mas o número pode passar de mil até 2027. É o prazo que a empresa contratada pela prefeitura tem para montar todos os novos abrigos de ônibus – e a publicidade nos painéis foi a forma encontrada para remunerar o parceiro privado sem dinheiro público. O artigo é de Paulo Germano, de GZH.
A ideia não é ruim. O problema é que os painéis são horríveis. Não apenas por serem feios, mas também por isso: claramente eles jamais passaram por um estudo de design que pudesse inseri-los de maneira razoavelmente harmônica na paisagem urbana. O mais grave, no entanto, é o estorvo que provocam na mobilidade.
Na foto acima, na Avenida Borges de Medeiros, no miolo do Centro Histórico, nota-se que as pessoas precisam desviar do monstrengo para seguir caminhando. Trata-se de uma região com intenso fluxo de pedestres – ou seja, nos horários de maior movimento, o trambolho deixa a calçada ainda mais apertada, com menos espaço para passar, e o pedestre acaba transbordando para o leito da via, onde passam os carros, para conseguir avançar. Quer dizer: muito mais do que uma agressão visual, é um problema de segurança viária.



