(João Lemes) – Essa questão da gasolina mexeu com muitos. A reportagem do
Expresso há horas estava sendo esperada com um tema que há horas tinha a mesma
resposta para o preço nas nuvens: a distância. Depois de muito trabalho da
redação, ficou claro que os motivos para os altos preços não são muitos, e a
distância não está entre eles, conforme disse o professor Marcos Machado (da
URI).
Expresso há horas estava sendo esperada com um tema que há horas tinha a mesma
resposta para o preço nas nuvens: a distância. Depois de muito trabalho da
redação, ficou claro que os motivos para os altos preços não são muitos, e a
distância não está entre eles, conforme disse o professor Marcos Machado (da
URI).
Um motivo apenas – A bem da verdade, eu diria que o motivo é apenas um: a lei da oferta e
procura. Aqui é bacana todos andarem de carro até sem necessidade. Tanto é fato
isso que a frota da cidade chega a 35 mil veículos (incluindo motos). Isso dá
uma média de três mil carros para cada um dos 10 postos. Aí, haja gasolina!
procura. Aqui é bacana todos andarem de carro até sem necessidade. Tanto é fato
isso que a frota da cidade chega a 35 mil veículos (incluindo motos). Isso dá
uma média de três mil carros para cada um dos 10 postos. Aí, haja gasolina!
Preço livre – Cabe dizer ainda que o preço é livre. Se alguém quiser cobrar 10 reais o
litro e houver comprador, feito o carreto! O que não pode, o que é crime se
chama “combinação de preços”. Isso seria o malfadado cartel. E isso existe em
Santiago? Quem pode dizer é só a polícia ou promotoria, depois de uma
investigação.
litro e houver comprador, feito o carreto! O que não pode, o que é crime se
chama “combinação de preços”. Isso seria o malfadado cartel. E isso existe em
Santiago? Quem pode dizer é só a polícia ou promotoria, depois de uma
investigação.
Capitalismo é isso! – Mas o que eu posso dizer é que o destino quis (e o capital deles também)
que muitos postos fossem parar na mão de poucos. Assim, é crime combinar preço,
mas o “trato” consigo mesmo não pode ser crime. Aí o nome é outro: é monopólio,
é poder, é capitalismo… crime não é!
que muitos postos fossem parar na mão de poucos. Assim, é crime combinar preço,
mas o “trato” consigo mesmo não pode ser crime. Aí o nome é outro: é monopólio,
é poder, é capitalismo… crime não é!


