Obrigado por todos os comentários (face). O debate sempre é bem-vindo, porém quem vence não somos nós, mas os nossos argumentos. Uma vassoura caída na sala não saltará na canela de ninguém, mas não deixa de ser um risco. E se pudermos erguê-la, melhor para que passa, correndo ou não. Acredito que no texto do Nova Pauta existam alguns outros argumentos que tentam justificar minha opinião pela derrubada dos que possam estar muito perto da pista.
E cabe dizer ainda: pínus não serve pra nada, a não ser pra sombra e lenha, madeira pras casas. De quebra ainda aniquila com a vegetação nativa e demais entes da natureza que possam se aproximar deles. Cadê a razão pra defendê-os? Sombra e beleza? Pode ser, cada qual pensa coo quiser.
Há tempos escrevi este artigo e, agora que a Justiça vai de fato mandar cortar um eito de pínus na BR 287, republico o texto para apreciação dos senhores:
Todos opinam sobre as árvores da BR 287. Uma boa parte não quer que cortem nada, pois a culpa pelas mortes é do próprio motorista. Agora, até quem vive cortando árvore sem critério virou defensor desses pínus. Estranho, não? Já os que olham com mais cautela, que pesquisam, são favoráveis à retirada, pelo menos das “viúvas” – aquelas sozinhas que estão quase dentro da pista.
Como vimos, a divisão de pensares é natural. E sempre há o discurso fácil, aquele que manda dar revólver ao cidadão porque ele não é bandido (nem vai virar) e que a arma sozinha não mata ninguém. Dizem também que, caso tiverem que parar de vender armas, tem que parar de vender carros, cigarros, veneno, faca e até cordas (no caso dos que se enforcam), pois tudo mata. Ora, claro que tudo mata! Nascemos para isso, para morrer. Viver já é um risco…
Mas é bom esclarecer que de fato a maioria das falhas são humanas. Seja por alta velocidade, descuido, beberagem, entretanto, não estamos aqui para apontar os errados, mas pra tentar evitar que esses “errados” morram. E não adianta se vingar dos errados dizendo que os pínus são santos, que não andam, que não matam e se for por isso, vamos tirar as montanhas, as pontes, os postes etc.
Nesse contexto, lembramos: há muitas leis contra nós para salvar a nos mesmos, caso do uso do cinto, capacete… Óbvio, ninguém vai tirar os postes, as montanhas, os rios, as curvas porque isso é impossível, mas o que for correto e fácil de fazer para salvar os errados e os certos, vamos fazer. E cortar uma árvore que não é nativa será o de menos, pois ela pode ser plantada em outro lugar, a vida, não.
A repercussão



