A composição do governo começa a gerar atritos em quem já pensa nas eleições de 2026.

O plano do futuro presidente Lula da Silva era, a exemplo do que fez há 20 anos, só começar a divulgar sua equipe de governo a partir do dia 10 de dezembro, mas crescem as pressões de aliados para antecipar esse calendário, principalmente na área econômica.
Assessores ligados ao vice Geraldo Alckmin gostariam de ver logo escolhido o ministro da Fazenda para servir de interlocutor com o mercado, enquanto pessoas próximas a Lula dizem que essa escolha poderia facilitar a negociação com o Congresso para a aprovação da PEC da Transição. (Globo)
Simone Tebet no comando do Bolsa-Família
E a composição do governo começa a gerar atritos em quem já pensa nas eleições de 2026. Setores no PT são contra a nomeação da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que participou ativamente da campanha no segundo turno, para o Ministério do Desenvolvimento Social (atual Cidadania). Nesse ministério ela controlaria o orçamento do Bolsa-Família, o que lhe permitiria criar conexões com a população de baixa renda e aumentaria seu cacife eleitoral. Tebet, por sua vez, não teria interesse nas pastas da Agricultura e da Educação. (Globo)
Além da aprovação da PEC da Transição, o PT pretende apresentar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), uma outra condição para apoiar sua reeleição: quer o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa. (Estadão)



