
Esteio – Moradores reclamam do pó cinza que seria originado de uma fábrica de cimento que funciona há 70 anos na região. Além de sujar janelas, paredes, carros e plantas, o pó preocupa por conta de eventuais impactos na saúde da população.
O filho do microempresário Adenilso Santos sofre de bronquite. Ao procurar um médico, a família ouviu do pediatra:
“Se tu quiser zelar e cuidar da saúde do teu filho, tu troca de residência porque é muito poluído”, segundo Adenilson.
A Votorantim Cimentos, proprietária da fábrica que fica na BR-116, afirma que houve o vazamento de cinza de um caminhão-silo de uma transportadora contratada pela empresa no dia 6 de janeiro. Segundo a companhia, o incidente não tem relação com a produção de cimento na unidade.
A Prefeitura de Esteio diz que faz fiscalizações na empresa a partir de denúncias que recebe. Em nota, a Fepam responde que monitora as emissões das chaminés da empresa e a qualidade do ar. Relatórios são emitidos a cada três e seis meses. A fundação informou que foi notificada sobre o vazamento após um acidente dentro da empresa na semana passada.
Impactos na saúde
O médico pneumologista Eduardo Garcia, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, explica que o pó de cimento pode provocar problemas de saúde. A quantidade inalada e o tempo de exposição são determinantes, segundo o especialista.
“Mesmo estando em ambientes abertos, essa inalação do pó pode prejudicar, realmente. Porque, ao se inalar, se inala junto sílica, o pó da sílica, que faz parte do cimento. Ele pode causar uma doença pulmonar crônica, que muitas vezes vai tendo um diagnóstico estabelecido vários anos depois”, explica.
*fonte: g1 rs



