Santiago – RS – Na sessão desta segunda-feira, 23, dois vereadores de Santiago mencionaram a imprensa e sugeriram que casos de feminicídio não recebam tanta divulgação, sob argumento de que isso poderia estimular novos crimes. Diniz Cogo, do MDB, chegou a comparar com a época em que, segundo ele, a divulgação de suicídios teria provocado uma “pandemia”. O presidente da Câmara, Eldrio Machado, do PP, concordou, e disse que as notícias divulgadas incentivariam os covardes. OUÇA O ÁUDIO abaixo:
Já a vereadora Alexsandra Terra, PP, foi na direção oposta: defendeu que os números precisam vir à tona, que a sociedade deve saber o que está acontecendo e que o silêncio nunca protegeu as mulheres; basta lembrar o tempo em que crimes eram tratados como “defesa da honra”.
Aqui na redação do NP Expresso fica a pergunta
Se não é para divulgar, como fica o direito à informação? Como ficam os protestos, como o de Cacequi, que reuniu 500 pessoas nas ruas? Vão ser protestos escondidos também? Liberdade vale para tudo, menos para a imprensa informar? Não é calando que se resolve.
O que precisa ser divulgado é que o respeito começa em casa. Que o homem deve aprender desde guri a respeitar meninas e mulheres. O machismo não nasce sozinho. Ele é ensinado. E enquanto não se enfrentar isso de frente, os números vão continuar falando; com ou sem manchete.
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