As Polícias e Forças Armadas monitoram mais de 150 pontos de protestos no país. O estado com maior número de paralisações de caminhoneiros é Santa Catarina

O jornal Zero Hora ouviu dois generais, um deles que ocupa cargo de destaque no governo federal. Eles acreditam que a situação será controlada pela PRF, sem necessidade de intervenção das Forças Armadas. E que o movimento deve diminuir ao longo dos próximos dias.
As paralisações de caminhoneiros que impedem o livre trânsito de veículos são a maior preocupação da segurança pública. Polícias federais e estaduais, Forças Armadas, trocam informações de forma permanente sobre os bloqueios. A ideia é tentar impedir que eles causem desabastecimento das cidades, principalmente de alimentos ou de combustível.

Desde a noite de domingo (30), trechos das estradas passaram a ser bloqueados, na maior parte dos casos por grupos de caminhoneiros apoiadores de Bolsonaro, que protestam contra o resultado da eleição (que consagrou Lula como novo presidente).
A Polícia Rodoviária Federal contabiliza ao menos 111 pontos de bloqueios em rodovias federais, em 17 Estados. Mas o número total de bloqueios é maior que isso, porque existem também paralisações de caminhoneiros em estradas estaduais. A estimativa é que mais de 150 pontos de tráfego estejam paralisados ou com extrema lentidão (trânsito em uma só pista ou só para automóveis, com barreiras para impedir que caminhões transitem).
“São muitos pontos tomados ao mesmo tempo, para ser espontâneo. Existe uma organização, mas com lideranças regionais”, pondera um delegado federal.
Um dos casos investigados é de um dono de transportadora em Santa Catarina, que fala em vídeo em convocar mais de 300 bloqueios no país, para livrar o Brasil “da ameaça comunista” pós-vitória de Lula. A preocupação dos policiais é checar se isso caracteriza locaute (greve patronal).
A Advocacia-Geral da União já foi acionada para garantir a livre circulação nos trechos.



