
O relatório sugere que alguns trabalhadores até foram espancados por policiais, que usaram tasers e cacetetes para intimidar quem reclamava
Investigações estão em andamento contra policiais suspeitos de encobrir trabalho escravo na colheita de uvas em Serra. Trabalhadores relataram terem sido espancados e ameaçados após reclamar das condições sub-humanas no alojamento fornecido para eles.

As autoridades receberam relatos de três instituições alegando que policiais militares estavam encobrindo, e às vezes, até mesmo envolvidos, na coerção de trabalhadores submetidos ao trabalho escravo.
Relembre – Um grupo de 207 trabalhadores foi encontrado trabalhando em condições horríveis em seu alojamento por uma força-tarefa composta pela Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho, Polícia Federal e Procuradoria do Trabalho, depois que alguns deles escaparam do alojamento onde foram proibidos de sair.

O homem que contratou os funcionários para a colheita e os manteve em locais precários foi preso, mas foi solto após pagar fiança.
Entre os trabalhadores estavam 198 pessoas da Bahia, que foram contratadas por um intermediário, Pedro Oliveira Santana. A investigação examinará alegações de envolvimento policial e conluio com o proprietário do alojamento, com relatos sugerindo que a polícia foi chamada para coagir e reprimir os trabalhadores.
Alguns safristas costumavam pedir comida na região onde fica a pousada. Moradores davam refeições. Um deles comenta que viu ferimentos nas costas dos trabalhadores, causados pelas surras que levavam, e descreve ter ouvido de muitos o pedido de “ajuda, eles vão me matar”.




