
Em novembro, o Grupo de Investigação da RBS revelou indícios de irregularidades, como contratações direcionadas e orçamentos superfaturados.
Uma auditoria especial confirmou suspeitas sobre o descontrole no uso de verbas extras. A apuração também indicou que empresas de fachada seriam usadas para dar aparência de legalidade ao processo de contratação, que acabava sendo direcionado a determinadas firmas, e que orçamentos de supostos concorrentes eram produzidos pela mesma pessoa. De R$ 4,4 milhões pagos em cinco anos por serviços, pelo menos R$ 1,4 milhão está sob suspeita de sobrepreço.
Também causou preocupação o fato de o valor de verba extra para obras ter aumentado 320% em 2020, primeiro ano da pandemia, em relação a 2019. Com o resultado da auditoria, que foi determinada pelo prefeito Sebastião Melo, foram feitas 28 recomendações de controle interno para a Secretaria Municipal de Educação.
“A secretária Janaína Audino é apoiadora das investigações, assim como o prefeito. Não resta dúvida sobre descontrole e problemas de gestão, mas pode ter corrupção também e isso o MP tem mais condições do que nós de apurar. A sindicância que está em andamento também poderá aprofundar indícios”, destacou o secretário da Transparência, Gustavo Ferenci.
A sindicância deve ser concluída até o final de janeiro e também enviada ao Ministério Público. A Polícia Civil também verifica as suspeitas. (ZH)



