
A prefeitura começou a desocupar um galpão e transferir materiais que estavam guardados sem uso após a divulgação de uma série de reportagens sobre livros, computadores e kits pedagógicos estocados em escolas municipais e no referido depósito.
Pelo menos dois caminhões foram carregados com caixas que estavam no depósito na Rua Olavo Bilac. Um dos veículos transportava caixas da empresa Inca Tecnologia de Produtos e Serviços, que recebeu pagamentos de 27 milhões da prefeitura em 2022 para o fornecimento de livros.
O Grupo de Investigação da RBS encontrou materiais da Inca encaixotados e sem uso em pelo menos nove escolas. Servidores relataram que o material não foi solicitado pela Secretaria Municipal de Educação e que é necessário um planejamento para incorporá-lo ao dia a dia das escolas.

O prefeito Sebastião Melo confirmou à Rádio Gaúcha que havia 30 mil livros guardados no depósito do bairro Santana, cujo prédio está em condições precárias. Ele prometeu fechar o local em 10 dias e apresentar os primeiros resultados de uma auditoria especial.
Equipes técnicas irão visitar todas as 98 escolas municipais para ouvir os diretores sobre os problemas apontados.
O prefeito Melo se reuniu com o ouvidor do Tribunal de Contas, Cezar Miola, para apresentar justificativas sobre o desperdício de dinheiro público na aquisição de equipamentos escolares sem uso. (GZH)



