
A promotoria afirma que ocorreu uma alteração do horário na prefeitura para turno único para viabilizar a participação de servidores na campanha do ex-deputado Lara
O Ministério Público ajuizou uma ação de improbidade contra o prefeito Divaldo Lara e seu irmão, o ex-deputado estadual Luís Augusto Lara (PTB) por fatos envolvendo a campanha eleitoral de 2018.
A prática se deu em razão do emprego de servidores na prática de atos de campanha para Luís Augusto Lara, inclusive durante o horário de expediente.
As investigações apontaram para a ocorrência de simulação de férias e manipulação de folha de ponto para que pudessem se dedicar à campanha do candidato a deputado. Um carro oficial também teria sido utilizado na campanha.
A promotoria quer o ressarcimento dos cofres, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos por 12 anos, além da multa civil.
O prefeito Divaldo Lara reforça diz que lamenta a insistência do denuncismo da esquerda opositora, que não mede esforços para tentar desconstruir o trabalho na gestão do município, e lembra que das 68 denúncias e processos movidos contra ele ou contra sua gestão, frutos de denúncias petistas, filiados e simpatizantes, foram todos arquivados ou julgados improcedentes.
Quando Luís Augusto foi cassado em 2019, os desembargadores avaliaram que ele foi favorecido por uso da máquina pública de Bagé durante a eleição de 2018. Na ocasião, o deputado alegou que não houve qualquer favorecimento e que conseguiria se eleger mesmo sem os votos obtidos em Bagé. (Zero Hora)

HOMEM DO RELHO
Lara se reelegeu em 2020. Uma de suas bandeiras na campanha foi o combate à corrupção, simbolizado por um relho, na visita do candidato à vice-presidência da República, Hamilton Mourão.HOMEM DO RELHO



