
Santiago – Após a notícia da possibilidade de transferência de 23 brigadianos (22 de Santiago e 1 de Nova Esperança) para cidades da região houve uma grande mobilização na comunidade. Na tarde de quinta (3/2) o prefeito Tiago Gorski reuniu lideranças empresariais, vereadores e imprensa para uma audiência com o tenente-coronel Cléberson Bastianello, do comando regional da Brigada.
O comandante ficou surpreso com tamanha repercussão e ressaltou que as decisões da Brigada são embasadas dentro da legalidade, pensando num todo.
“Temos entendimento que uma eventual movimentação de policiais não vai impactar nas ações de policiamento e nem nos indicadores de criminalidade. Não vai trazer transtornos à segurança, à tranquilidade e paz dos moradores desta cidade. Essa foi a conclusão do estudo feito por um grupo de oficiais do Estado Maior”, afirmou o coronel.
Santiago bem policiada
O comandante Bastianello salientou que Santiago é a cidade do RS com maior efetivo de policiais. A previsão (conforme a população) é de 110 soldados. Hoje, são 107, fora os demais (sargentos, por exemplo). Citou que há cidades que tem cidades com previsão de 39 soldados e há apenas sete. “Em determinados horários não tem nenhum policial. Isso é inadmissível!”, disse.
Por fim, frisou que nenhuma decisão foi tomada, mas que o número de policiais poderia ser bem maior.

O contraponto do prefeito Tiago
“Respeitamos os seus argumentos, mas eu não concordo. Tirar 22 policiais nesse momento significa entregar a chave da cidade para a criminalidade, pois o major Noé ficará apenas com 12 policiais à disposição da escala todos os dias, sem contar também que temos 12 alunos sargentos que concluirão o curso e muito provável eles não retornarão a Santiago”, disse o prefeito.
Aqui a criminalidade não se cria
Conforme o prefeito, “essa conquista que Santiago tem através dos indicadores de criminalidade baixo é porque sabem que aqui eles pensam 10, 20 vezes antes de praticar o delito porque o efetivo é muito eficiente. Se outras realidades são piores, esse pior a gente não quer pra Santiago. E transferir sete militares (1 Itacurubi, 3 para Cacequi, 3 para São Vicente e 1 para Jaguari) dentro da área do 5 RP Mon é uma situação. Mas tirar 15 daqui para a 4ª Colônia, que é um outro regimento, isso nós não vamos concordar”, afirmou.
Reunião com o vice-governador
Segunda-feira, às 11h, uma comitiva estará em reunião com o delegado Ranolfo Vieira, vice-governador e secretário de Segurança, para explicar a situação e tentar chegar num acordo.





Eles servem ao Estado e não a cidade de Santiago, portanto ppdem e devem ser movimentados levando em conta a distribuição do efetivo previsto na legislação vigente.